19 abril 2010

Trash The Dress


Imagine uma noiva nadando no mar com seu vestido. Ou então, simplesmente destruindo-o! Pois essa é a nova estética da fotografia de casamento, o Trash The Dress (“Destrua o vestido” ou  “Jogue seu vestido no lixo”). O modismo, que nasceu nos Estados Unidos, tem como proposta uma fotografia mais criativa, quase iconoclasta, em cenários inusitados e posições idem! 


O fotógrafo mexicano fotógrafo mexicano Fer Juaristi  é um dos que aderiu à tendência. E ele esteve no Brasil para dar uma oficina “Trabalhava com publicidade. Gostava, mas precisava de mais liberdade. Graças aos casamentos, agora eu posso contar uma história como eu a vejo”, revela. 


O New York Times, em 2007, publicou o artigo “Isso é jeito de tratar um Vera Wang”, explicando: “John Michael Cooper disse que estava entediado de clicar as mesmas fotos de casamento, então convenceu os clientes de posar depois da cerimônia com uma estética mais grunge." No artigo, o próprio fala sobre sua idéia: "Na fotografia de moda, eles sempre colocam pessoas incríveis em cenários estranhos. Decidi aplicar a mesma técnica". E foi um sucesso. 


Para Juaristi, a popularização deste nova estética tem uma motivação. “É um momento de criar arte, você tem tempo e a pressão do casamento não existe mais. Por isso, você pode escolher a locação e cuidar das fotos com mais carinho”, diz ele. Hoje em dia, casamentos não duram tanto e existem as chamadas "novas famílias". Será que a nova estética reflete isso? “Não! Pelo contrário!”, argumenta ele. “Para mim, as sessões de Trash The Dress são um jeito de usar o vestido mais de uma vez e criar arte, não se trata de uma ruptura”. A imagem ideal? “Uma noiva mostrando suas costas nuas. É tão bom de ver!”


Segue aqui algumas fotos dos ensaios de Fer Juaristi; 









Fonte: http://gnt.globo.com

02 abril 2010

Será que a moda é futil?






Galera, dia desses fiquei pensando em uma coisa muito interessante. Essa semana, ouvi em algum lugar a seguinte frase: "A moda deixa a gente burra, emburrece a gente". Será mesmo?


Bom, concordemos que moda é um segmento de arte, certo? 
Bem, a partir daí, podemos pensar na importância dela para a sociedade. Primeiramente, moda não é só saber se enfeitar, vestir e desfilar por aí mostrando alguma peça nova ou uma criação nova. Por trás da roupa que você veste, existe todo um processo de criação que ultrapassa qualquer intenção de burrice ou futilidade por parte de quem a trabalhou. Um estilista pra ser bem sucedido e criar boas peças para seu público, precisa de muitas, mas muitas horas de trabalho de pesquisa, de auxílio á equipe, de trabalho manual e principalmente de prática, que é o trabalho em sí, de colocar na prática as peças de passarela e depois as peças de loja.
Ainda por trás de todo esse processo, existe a questão da habilidade e do dom que o profissional adquire desde que nasceu ou durante a sua vida, pra ser adpto a cursar uma faculdade de moda e ser bom naquilo que faz. 


Depois de todo esse trabalhão, começam a ser produzidos os desfiles, as festas de lançamento de novas marcas e novos produtos e com isso, os estilistas recebem vários convites, pois são pessoas públicas e reconhecidas pelo seu trabalho. E algumas vezes eles vão sim, claro! São festas! São momentos de distrações, de rever pessoas. Nessas festas, geralmente as pessoas que curtem o mundo da moda estão presentes, vestem as peças dos estilista e muitas vezes esses clientes são amigos do próprio estilista, é comum. 


Depois desses processos (deixando claro que eles estão bastante resumidos), as peças vão para as lojas e de lá seguem para as ruas. Ok.


Os clientes que estão usando aquela peça, tem sua personalidade própria e única, Quero dizer que, cada um deles tem um estilo de vida diferente, uma situação socioeconômica diferente, níveis de escolaridade diferentes, e enfim, são pessoas completamente distintas.
A mesma coisa acontece com os estilistas, cada um tem um estilo de vida.


Então, não vejo razão pra se dizer que um segmento de arte tão importante como a moda, deixa as pessoas burras. Sendo direta e objetiva; existem pessoas que usam marcas famosas, vão a festas badaladas só pra se mostrarem e que vivem disso, existe sim. Mas não é certo generalizar essa situação. Assim como havia dito antes, existem pessoas que trabalham e muito pra lançarem uma coleção. Não acho justo dizer algo dessa natureza, desvalorizando todo um grupo de pessoas, que muitas vezes, passaram a vida se apaixonado pela moda e fazendo dela sua própria vida. 


Assim diz a jornalista Karina Fonseca, que é assessora de imprensa na área da moda: "A sociedade, consumista do jeito que é, fez da moda um ótimo pano de fundo para as grandes transformações que ocorreram, acompanhando sempre as ações da peça principal do quebra-cabeça: o homem. O homem passou a ser o centro do universo (antes era Deus), capaz de pensar por si próprio, criar e destruir. Para tanto, precisava mostrar seu poder (não verbalmente), o homem moderno necessitava demonstrar sua força de maneira que todos pudessem vê-la, e qual a melhor forma para que isso acontecesse? Roupas, claro. Ele precisava demonstrar que tinha a capacidade de seduzir um bom emprego, respeito na comunidade onde vive e ainda por cima sexo. Apesar da aparente falta de utilidade que a moda possui, não podemos descartar a importância que ela teve na evolução cultural da sociedade. Tendo a moda passado por tantas modificações o que podemos fazer é acompanhá-la e quem sabe, sermos felizes". 

Assim como a música, a literatura, o cinema, o teatro, a pintura e tantas outras formas de expressões de arte  humana, a moda é indispensável. Assim como diz Maurício Azevedo; "Moda é o cérebro por fora".


Particularmente, sou defensora disso tudo, e acho que os críticos e o público em geral, podem e devem sim criticar algum trabalho artístico, mas dizer que ele nos emburrece... Não é por aí.


Bom, deixei aqui um desabafo, se fiz bem ou fiz mal, eu realmente não sei. Mas que eu vou dormir sabendo que fiz minha parte defendendo um "mundo" que amo e que sou apaixonada... Vou sim!




Então, beijos queridos!